segunda-feira, 11 de julho de 2011

PET Informa

ENTENDENDO MELHOR AS GORDURAS: BENEFÍCIOS E DANOS À SAÚDE
Colesterol, ácidos graxos livres, triglicerídios, LDL (“colesterol ruim”), HDL (“colesterol bom”), VLDL, gordura saturada, gorduras mono e poli-insaturadas, gorduras trans.
Muito se tem lido e ouvido falar sobre o colesterol, gorduras saturadas, gorduras trans, e os potenciais danos que o aumento destes compostos no sangue podem trazer à saúde. Esse interesse, crescente nos últimos anos, se explica pelo aumento da incidência das doenças vasculares, especialmente doença cardíaca (infarto, hipertensão, aterosclerose) e acidente vascular cerebral (AVC ou derrame), que representam uma das principais causas de morte no mundo, e a associação destes eventos com a quantidade de gordura no sangue. Essa associação foi estabelecida por vários estudos epidemiológicos em que o nível de colesterol elevado (acima de 200 mg/dL) se relaciona com maior risco de doença cardíaca e aterosclerose.
Mas quais são estes compostos e como eles podem prejudicar a saúde do indivíduo?
Lipídios ou gorduras – o que são? Estas são as denominações gerais para um grupo heterogêneo de compostos que são muito pouco solúveis na água.
Benefícios dos lipídios ao organismo – Estes compostos cumprem várias funções importantes para o organismo, dentre elas fazer parte da estrutura de todas as células do organismo, ser o maior meio de estocar nutrientes, funcionando como reserva de energia, ser os precursores de hormônios (como testosterona, estradiol, progesterona e muitos mais), de vitaminas e da bile, atuam como protetores de órgãos vitais e são importantes para o isolamento térmico. Por essas razões, as gorduras são indispensáveis para o organismo.
TIPOS DE GORDURAS
Lipidios simples – são os triglicerídeos que têm em sua composição os ácidos graxos. Os trigliceridios constituem a principal forma de armazenamento de gorduras nas células adiposas.
Lipídios compostos – São os fosfolipídeos, os glicolipídeos, a lecitina e as lipoproteínas.
Lipídios derivados – O colesterol é o mais conhecido (é formado a partir dos lipídeos simples e compostos. existindo em todos os tecidos dos animais)
Os ácidos graxos podem ser insaturados ou saturados.
A denominação saturado e insaturado se deve aos tipos de ligação entre os átomos de carbono. Um ácido graxo saturado contém somente ligações simples entre os seus átomos de carbono. Os ácidos graxos insaturados possuem ligações duplas. Como os triglicerídeos (e também o colesterol) não são solúveis em água eles não circulam livremente no sangue. Por este motivo, eles são transportados pelo sangue ligados à proteínas, formando complexos de lipoproteínas. Além dos triglicerídeos, outros lipídeos como colesterol e fosfolipídeos também são transportados no sangue ligados a proteínas como lipoproteínas.
Existem quatro classes de lipoproteínas separadas de acordo com a sua densidade (proporção entre lipídeo e proteína): os quilomicrons, as lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL sigla do inglês very low-density lipoproteins), as lipoproteínas de baixa densidade ou colesterol "ruim" (LDL sigla do inglês low-density lipoproteins) e as lipoproteínas de alta densidade ou colesterol "bom" (HDL sigla do inglês de high density lipoprotein).
Destas lipoproteínas, os quilomícrons e as VLDL são as quantitativamente mais importantes para o transporte de triglicerídeos e o LDL e HDL são mais importantes para o transporte de colesterol. Os quilomicrons são formados no intestino e contêm 85% de triglicerídios originados da dieta. As VLDL são formadas no fígado a partir das gorduras, dos carboidratos, do álcool e do colesterol e contêm o maior percentual de lipídios dentre as lipoproteínas (95%). A degradação das VLDL no fígado produz as LDL que carregam normalmente de 60 a 80% do colesterol do sangue. O fígado e o intestino delgado produzem as HDL que possuem o mais alto percentual de proteína (50%) e a menor quantidade de lipídeos.
O COLESTEROL
O colesterol origina-se por meio da dieta (colesterol exógeno) ou pela síntese celular (colesterol endógeno), esta produção pode ocorrer por quase todas as células dos mamíferos, com o fígado sendo o responsável por 10 a 20% da síntese. Todo o colesterol da dieta é de origem animal (carnes, laticíneos, ovos, etc.). Mesmo com uma dieta isenta de colesterol, serão formados endógenamente de 0,5 a 2,0 g por dia deste composto. A síntese do colesterol endógeno pelo fígado é facilitada por uma dieta rica em ácidos graxos saturados. A maior parte do colesterol da dieta e do colesterol sintetizado endogenamente é convertida em ácidos biliares e excretada nas fezes.
Por que o colesterol faz mal?
O colesterol não faz mal à saúde. Pelo contrário, o colesterol é importante para o funcionamento normal do organismo. O que faz mal à saúde é o excesso de colesterol. O conteúdo total de colesterol no corpo gira em torno de 140 g, dos quais 120 g está presente nas membranas das células e há evidências científicas que um aumento na concentração plasmática de colesterol produz um aumento do colesterol nessas membranas. Nas plaquetas (um tipo especial de célula sanguínea responsável pela coagulação do sangue), este efeito provoca o aumento de uma substância chamada troboxano-A2 (substância que favorece a agregação das plaquetas), com a formação de trombos que obstruem os vasos sanguíneos. Este é um dos fatores que relaciona o colesterol elevado no plasma com o aumento da incidência de doença cardíaca.
O aumento do colesterol no sangue que exceda às necessidades do organismo, produz um processo degenerativo nas artérias chamado de aterosclerose. Há uma deposição de colesterol na parede das artérias formando placas que causam o enrijecimento e estreitamento com eventual fechamento do vaso sanguineo, o que leva a um menor aporte de sangue para as células, que acabam morrendo. Este efeito nos vasos sanguíneos do coração e do cérebro provoca infarto e derrame (acidente vascular cerebral – AVC).
Por que o LDL é chamado de colesterol "ruim"?
Como vimos, a LDL é a lipoproteína que carrega a maior parte do colesterol do sangue (60 a 80%). O papel das LDL é transportar o colesterol para os tecidos periféricos, onde irá exercer as suas funções indispensáveis de participar da síntese de componentes celulares e hormônios. Dessa forma as LDL distribuem o colesterol até as células, inclusive as células que formam a parede das artérias. Uma determinada quantidade de LDL-colesterol é fundamental para o bom funcionamento do organismo. O LDL-colesterol passa a ser prejudicial quando suas quantidades superam as necessidades do organismo. As LDL têm alta afinidade pelas células da parede das artérias, onde o excesso de LDL-colesterol sofrerá um processo químico chamado de oxidação: as LDL oxidadas são absorvidas por um tipo celular (macrófagos) que convertem-se em células espumosas e se depositam na parede das artérias, provocando lesões e estreitamentos, tendo como consequência a obstrução do fluxo de sangue.
Por que o HDL é chamado de colesterol "bom"?
As lipoproteínas HDL têm como principal função coletar o excesso de colesterol das células a levá-lo ao fígado, onde será metabolizado e excretado na bile sob a forma de sais biliares. Este processo é chamado de transporte reverso de colesterol e impede os danos que o excesso de lipídeos produz nas células, principalmente nas células dos vasos sanguíneos, onde o colesterol é retirado da parede das artérias pelas HDL. O resultado deste processo é uma redução da formação de placas ateroscleróticas. Numerosos estudos mostram que altos níveis de HDL são associados a uma menor incidência de doenças cardiovasculares.
O que é hiperlipidemia e dislipidemia e quais os níveis recomendados de Colesterol total, LDL e HDL?
Hiperlipidemia e dislipidemia são termos usados para caracterizar o aumento dos lipídeos no sangue (lembramos que eles estão sob a forma de lipoproteínas). Os níveis de lipídeos no sangue variam entre membros de diferentes populações, influenciados por fatores genéticos e da dieta/estilo de vida. O termo dislipidemia pode ser aplicado de forma mais específica para pacientes que apresentem alterações de HDL, LDL e triglicerídeos, porém possuam níveis de colesterol total normal.
CLASSIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE LIPÍDIOS NO SANGUE


Nível
Classificação
Colesterol Total
Menor que 200 mg/dL
Desejável
200 – 239 mg/dL
Limítrofe alto
Maior ou igual que 240 mg/dL
Alto
HDL
Menor que 40 mg/dL
Baixo (considera-se 50 mg/dL para mulheres)
Maior que 60 mg/dL
Alto
LDL
Menor que 100 mg/dL
Ótimo
100 – 129 mg/dL
Próximo do Ótimo
130 – 159 mg/dL
Limítrofe Alto
160 – 189 mg/dL
Alto
Maior que 190 mg/dL
Muito Alto
TRIGLICERÍDIOS
Menor que 150 mg/dL
Normal
150 -199 mg/dL
Limítrofe Alto
200 499 mg/dL
Alto
Acima de 500 mg/dL
Muito Alto

Estes limites são arbitrários e servem como diretrizes gerais para populações. De fato, o risco para eventos cardiovasculares aumenta, continuamente, a partir de valores de colesterol total de150 mg/dL (que está dentro da faixa do desejável). Nos Estados Unidos 20 em cada 100 pessoas com colesterol em níveis desejáveis (150 a 200 mg/dL) apresentam eventos cardíacos. Frequentemente, estes pacientes apresentam HDL baixo e triglicerídeos altos.
Por que eu como pouca gordura e, mesmo assim, engordo?
Os ácidos graxos saturados e insaturados são formados rapidamente e em quantidades abundantes a partir de um composto chamado de acetil coenzima A (acetil-CoA). Qualquer substância capaz de produzir acetil-CoA é uma fonte potencial de átomos de carbono para a síntese de ácidos graxos. A glicose da dieta é uma fonte de acetil-Coa. Uma dieta equilibrada supre as necessidades fisiológicas de gorduras. No entanto, a ingestão de uma dieta com muito carboidrato irá estimular a síntese de ácidos graxos que irão ser estocados no tecido adiposo.
Por isso, podemos acumular gordura com uma dieta sem gordura, porém rica em carboidratos. Uma das principais funções da alimentação é fornecer energia para o funcionamento das células. Como vimos, esta energia está contida na ligação química dos compostos alimentares (proteínas, carboidratos e lipídeos) em diferentes densidades. O glicerol e os ácidos graxos provenientes das gorduras da dieta que não são imediatamente utilizados para produzir energia, eles são armazenados como triglicerídeos no tecido adiposo. Como os triglicerídeos podem ser formados a partir da acetil-CoA e a glicose da dieta é uma fonte de acetil-CoA - portanto facilmente convertida em gordura - o excesso de carboidrato que não é utilizado é armazenado sob a forma de gordura.
O tecido adiposo armazena energia sob a forma de gordura (a energia está contida nas ligações químicas da molécula do triglicerídeo) sendo a fonte de energia mais concentrada do organismo. Por conter pouca água, a gordura possui uma densidade energética maior. A gordura armazena 9 calorias de energia por grama (que é liberada quando ocorre sua metabolização), enquanto os carboidratos e proteínas armazenam 4 calorias por grama.
Quando ingerimos carboidratos e gorduras em quantidades maiores do que as necessárias, para fazer frente a nossa necessidade de energia, esse excesso de energia será armazenado sob a forma de gordura, aumentado o tecido adiposo. Como 1 grama de gordura armazena 9 calorias, se a pessoa quiser diminuir 1 quilo (1000g) do seu tecido adiposo, ela deve “gastar” 9000 calorias que estão armazenadas. Um programa de redução de peso deve, primeiramente, avaliar qual é o gasto energético basal da pessoa, que é o quanto a pessoa precisa de energia no seu dia-a-dia normal (um adulto sedentário utiliza em torno de 2500 calorias por dia). Ao ingerir menos do que esta necessidade, digamos 1500 calorias por dia, o organismo vai buscar no “estoque” do tecido adiposo as 1000 calorias que estão faltando para fazer frente ao metabolismo basal. Com esta restrição calórica imposta pela dieta, em 9 dias o indivíduo irá consumir 9000 calorias do estoque, o que corresponde a 1 quilo de tecido adiposo. A perda de peso será mais rápida se o gasto calórico basal for aumentado com um programa de atividade física.
Toda a gordura faz mal? E o ômega-3, o óleo de oliva, as gorduras trans?
Os efeitos dos diferentes tipos de gordura tem sido muito estudado nos últimos tempos. As recomendações atuais são de reduzir a ingestão de gordura, principalmente das gorduras saturadas, pois elas têm maior propensão de elevar o colesterol. A ingestão de alimentos com grande quantidade de colesterol irá aumentar o colesterol sanguíneo. Por outro lado, gorduras poli-insaturadas (PUFA, iniciais do inglês polyunsaturaded fatty acids), encontradas em óleos vegetais, têm menos efeitos danosos sobre os níveis de colesterol. Apesar disso, devido ao fato de se desconhecer o efeito a longo prazo do consumo de grandes quantidades desta gordura, recomenda-se que a ingestão deste tipo de gordura não ultrapasse 10% da ingestão calórica total. As gorduras poli-insaturadas (líquidas à temperatura ambiente), tê m sido modificadas pela hidrogenação, o que modifica algumas ligas duplas dos ácidos graxos insaturados para uma configuração química chamada de trans. Esta gordura tem sido muito utilizada pela industria alimentícea. O problema é que estes ácidos graxos trans exercem os mesmos efeitos negativos das gorduras saturadas de aumentar o LDL (colestero “ruim”), porém, com a agravante de piorar o HDL (colesterol “bom”).
Óleos de peixe são ricos em um tipo particular de ácidos graxos poli-insaturados, o eicosapentaenóico (EPA) e docasa-hexaenóico (DHA), que devido à posição da dupla ligação são chamados de ômega-3. Esses compostos não são sintetizados pelo organismo, portanto devem ser ingeridos na dieta para obter-se os seus benefícios. As populações que consomem maiores quantidades de óleos de peixes apresentam menor incidência de doenças cardio-vasculares. Este efeito é devido à suas ações em reduzir o LDL e o colesterol total e aumentar o HDL. Tendo por base os resultados de estudos de prevenção, a recomendação é que uma pessoa que não possua doença cardíaca consuma duas refeições de peixe semanalmente.
Ácidos graxos mono-insaturados encontrados em altas quantidades nos óleos de oliva e canola causam menos danos à saude e quando substituem as gorduras saturadas eles diminuem o colesterol total sem diminuir o colesterol "bom" (HDL). Existem evidências que o consumo do ácido graxo que é abundante no óleo de canola, reduz a mortalidade por doença cardiovascular. Recomenda-se que este óleo seja usado para o cozimento dos alimentos, quando necessário, em substituição à margarina, manteiga e outros óleos (exceto oliva).
Outros componentes da dieta podem influenciar positivamente as gorduras do sangue. As fibras solúveis como psyllium e aveia, ligam-se aos ácidos biliares no intestino e produzem um aumento da excreção do colesterol, o que leva a uma pequena redução das concentrações do colesterol "ruim" (LDL). Além desses alimentos, o alho e as nozes produzem uma modesta redução nos níveis de colesterol total.
A combinação destas abordagens nutricionais, associada à restrição de alimentos ricos em gorduras saturadas e colesterol, pode reduzir o colesterol "ruim" (LDL) em até 30%. 

sábado, 25 de junho de 2011

PARCERIA PET - ONGAMI: Diário de Visitas

UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL - PET
RELATÓRIO DE VISITAS
ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL DE ATENÇÃO A MELHOR IDADE - ONGAMI

11 de junho de 2011: No referido dia, pelo turno da tarde, eu, Leylane Varela Rocha Matias e Anna Laryssa Ribeiro de Oliveira Brito, bolsistas PET, chegamos ao Pólo de Atendimento Madre Feitosa. Fomos recebidas pela voluntária da ONGAMI Suellem, onde apresentamos alguns detalhes das atividades que realizaríamos com os idosos. Ao chegar fomos recebidas com muita alegria pelos idosos presentes, que demonstraram sua alegria por meio de abraços e sorrisos. Logo percebemos que os idosos são muito organizados, pois todo o ambiente já estava preparado para nossa chegada. A comunidade da terceira idade possui uma líder que se chama Antonilda, pessoa que organiza toda a infra-estrutura necessária. Como era nosso primeiro contato com os idosos decidimos, neste primeiro momento realizar dinâmicas de interação e também realizar uma escuta qualificada a fim de identificar as necessidades de saúde dos participantes do grupo. Primeiro fizemos uma rápida apresentação das petianas presentes e uma explanação da parceria PET e ONGAMI. Logo após realizamos a “Dinâmica do Crachá” para apresentação dos presentes. Nesta dinâmica utilizam-se crachás, onde cada pessoa coloca seu nome e devolve ao organizador da dinâmica, que os embaralha, e redistribuídos entre o grupo. Então todos passeiam pela sala e procuram o dono do crachá que pegaram para uma pequena conversa informal, para conhecer aspectos ainda não partilhados com todo o grupo. Após esta conversa todos voltam ao seu lugar e apresentam o colega com quem conversou. Mas na prática, ocorreram dois problemas que nós não previmos, alguns idosos eram analfabetos e a dinâmica não é muito compreensiva, pois em vez de ficarem duplas conversando, umas pessoas tinham que esperar pelo outro terminar uma conversa, porque a pessoa que você tirou no crachá pode ter tirado outra, e então houve este desentendimento. Mas fizemos alterações na hora da realização da dinâmica e esta prosseguiu normalmente, obtendo-se o resultado esperado. No final desta dinâmica contamos com a presença da professora da URCA Maria Iza, que durante todas as atividades nos auxiliou com considerações que vieram a enriquecer o trabalho. A próxima atividade desenvolvida foi uma dinâmica de interação e reflexão, intitulada “Pra quem você tira o chapéu?” com o intuito de estimular a autoestima dos participantes. Utiliza-se como material um espelho colado no fundo de um chapéu. O organizador então escolhe uma pessoa do grupo e pergunta se ele tira o chapéu para a pessoa que ver e porquê, sem dizer o nome da pessoa, e assim com todos os presentes. Essa dinâmica foi muito interessante porque quando os idosos se viam no espelho tinham diversas reações, uns começavam a rir e olhavam para mim sem entender e outros demonstravam espanto, sendo que ninguém desconfiou de que era um espelho no chapéu, mas todos conseguiram relatar qualidades de si mesmos, alcançando assim o objetivo da dinâmica. A próxima atividade a ser realizada seria a utilização da balança das necessidades, para realizarmos a escuta qualificada, mas os idosos pediram para usar o restante do tempo para fazer uma apresentação de reisado para nós assistirmos, organizada por uma das idosas, e que possui como integrantes do grupo de dança as crianças da comunidade. Após a apresentação todos se reuniram para comes e bebes. Saímos do local ás 16:00 horas com data de volta marcada para o dia 25 de junho ás 14:00 horas.













domingo, 12 de junho de 2011

PET Informa: Pré-eclâmpsia: aminoácido L-arginina e vitaminas antioxidantes podem reduzir o risco da doença em grávidas predispostas

Estudo randomizado, duplo-cego, publicado pelo British Medical Journal, mostrou que o uso do aminoácido L-arginina juntamente com vitaminas antioxidantes reduz o risco depré-eclâmpsia em gestantes com história pessoal ou familiar prévia da doença. O suplemento deve ser usado a partir de 20 semanas de gestação até o parto.
Para avaliar a hipótese de que a deficiência relativa do aminoácido L-arginina (substrato para a síntese do gás vasodilatador óxido nítrico) pode ser associada ao desenvolvimento de pré-eclâmpsia, foram estudadas gestantes com uma história de gravidez anterior complicada por pré-eclâmpsia, ou pré-eclâmpsia em um parente de primeiro grau - consideradas de risco aumentado para a recorrência da doença. As participantes foram divididas em três grupos:
  • 222 mulheres recebendo placebo.
  • 228 recebendo L-arginina mais vitaminas antioxidantes.
  • 222 recebendo apenas vitaminas antioxidantes.
A suplementação com L-arginina juntamente com vitaminas antioxidantes reduziu o risco de pré-eclâmpsia, enquanto o uso de apenas vitaminas antioxidantes ou placebo não mostrou o mesmo resultado preventivo. A proporção de mulheres que desenvolveram pré-eclâmpsia foi de 30,2% no grupo recebendo placebo; 22,5% no grupo que usou apenas vitaminas e de 12,7% no grupo da vitamina L-arginina.
A suplementação de L-arginina com vitaminas antioxidantes deve ser avaliada em uma população de baixo risco para determinar a generalização do efeito protetor.
NEWS.MED.BR, 2011. Pré-eclâmpsia: aminoácido L-arginina e vitaminas antioxidantes podem reduzir o risco da doença em grávidas predispostas. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/183860/pre+eclampsia+aminoacido+l+arginina.htm>. Acesso em: 12 jun. 2011.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Campanha Solidária do PET na I SEMEX da URCA!

O Programa de Educação Tutorial (PET-Enfermagem_URCA), participou no último dia 14 de maio da primeira campanha solidária realizada pela I SEMEX (Semana de Extensão) da Universidade Regional do Cariri. Contamos com a participação do CUPIS (Centro Universitário de Práticas Integrativas à Saúde). Foi um excelente momento oferecido à população para verificação da pressão arterial, glicemia capilar e medidas antropométricas. Oferecemos orientações acerca dos riscos para diabetes mellitus, hipertensão arterial e obesidade. Abaixo, seguem as fotos.





quarta-feira, 11 de maio de 2011

PET Informa

Diabetes mellitus: FDA aprova o Tradjenta (linagliptina), um inibidor da DPP- 4, para controle glicêmico de diabéticos tipo 2

Diabetes mellitus: FDA aprova o Tradjenta (linagliptina), um inibidor da DPP- 4, para controle glicêmico de diabéticos tipo 2
O Tradjenta (linagliptina) pertence à classe dos inibidores da dipeptidil peptidase–4 (DPP-4). Ele foi desenvolvido por Boehringer Ingelheim Pharmaceuticals, Inc. e Eli Lillycomo um comprimido de dose única diária de 5 mg, usado por via oral, para controle glicêmico de pacientes com diabetes mellitus tipo 2. O medicamento pode ser prescrito como monoterapia ou associado à metformina, glimepirida ou pioglitazona já   utilizadas pelos pacientes.
O Food and Drug Administration aprovou o Tradjenta (linagliptina), um inibidor da DPP- 4, usado juntamente com a dieta e a prática regular de exercícios físicos para melhorar o controle da glicemia de pacientes diabéticos tipo 2.
Esta aprovação fornece uma nova opção de tratamento para esta doença que atinge milhares de pacientes em todo o mundo. O medicamento não foi estudado em combinação com o uso de insulina e não deve ser usado por pacientes com diabetes tipo 1 ou na cetoacidose diabética.
Tradjenta aumenta os níveis de hormônios que promovem a liberação de insulina após as refeições por bloquear uma enzima, a dipeptidil peptidase–4 ou DPP-4, auxiliando o melhor controle glicêmico. O medicamento demonstrou ser seguro e eficaz em estudos clínicos duplo-cegos, controlados por placebo, envolvendo mais de 3.800 pacientes com diabetes tipo 2.
Os efeitos colaterais mais comuns observados foram infecções no trato respiratório superior, prurido e coriza nasais, dor de garganta, cefaleia e dores musculares.
Fonte: FDA
NEWS.MED.BR, 2011. Diabetes mellitus: FDA aprova o Tradjenta (linagliptina), um inibidor da DPP- 4, para controle glicêmico de diabéticos tipo 2. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/pharma-news/180515/diabetes+mellitus+fda+aprova+o+trad.htm>. Acesso em: 11 mai. 2011.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

PET Informa

A Campanha de Vacinação contra gripe do idoso começa no dia 23 de abril. Informe-se sobre a gripe e a vacina que a previne.

A Campanha de Vacinação contra gripe do idoso começa no dia 23 de abril. Informe-se sobre a gripe e a vacina que a previne.
O que é a gripe?
A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus Influenza. Ela o corre com maior freqüência no final do outono, inverno e início da primavera.
É uma doença altamente contagiosa, ou seja, de fácil transmissão de uma pessoa para a outra. Quando uma pessoa gripada espirra, tosse ou fala, gotículas com o vírus ficam dispersas no ar por um tempo suficiente para serem inaladas por outra pessoa.
A gripe diminui a resistência do organismo a outras infecções, facilitando a instalação de bactérias que causam pneumonias, otites, sinusites, amigdalites e outras doenças.
Qual a diferença entre gripe e resfriado?
O resfriado pode ser causado por diversos vírus (rinovírus, adenovírus, parainfluenza entre outros) e geralmente tem sintomas mais amenos que os de um quadro gripal. O resfriado geralmente provoca coriza intensa, dor de garganta leve e, às vezes, febre baixa. Mas pode não vir acompanhado por febre.
Como é possível prevenir a gripe?
A forma mais eficiente de prevenção é a vacina.
Os medicamentos usados na gripe, como analgésicos e antitérmicos, apenas amenizam os sintomas. Não existem medicamentos eficazes para tratar o vírus até o momento.
Os antibióticos, somente tratam as complicações da gripe que são causadas por infecções bacterianas. Ou seja, todos estes medicamentos não agem sobre o vírus da gripe.
Quem deve tomar a vacina?
- Pessoas expostas a contatos freqüentes com outras pessoas (trabalhadores em geral, estudantes, profissionais da saúde, militares, pessoas institucionalizadas);
- Crianças e adultos com problemas respiratórios repetitivos;
- Idosos e pessoas debilitadas (pessoas com mais de 60 anos, doentes crônicos, imunodeprimidos).
Diabéticos, cardiopatas, pessoas com problemas pulmonares como asma ou bronquite, pessoas com câncer ou com pressão alta podem ser vacinadas contra a gripe?
Estas são as que mais se beneficiariam da vacina para evitar que a gripe leve a complicações. Já está comprovado que a gripe pode agravar o quadro clínico desses pacientes, podendo levar inclusive à hospitalização e morte.
Em que época do ano deve ser feita a vacinação?
A OMS recomenda que a vacinação seja feita no outono (de 20 de março a 20 de maio). Devendo ser repetida a cada ano, pois o vírus se modifica constantemente.
Quais são os efeitos colaterais que posso sentir após ter sido vacinado?
Geralmente os efeitos colaterais, quando aparecem, são leves e sem gravidade. Pode surgir febre baixa, mal estar, dor no corpo e dor no local da aplicação. Estes sintomas tendem a desaparecer em 24 a 48 horas.
Quando é indicado adiar a vacinação contra a gripe?
É conveniente adiar a vacinação para ocasião mais propícia em casos de gravidez, crianças com menos de seis meses de idade, doença febril aguda em atividade e portadores de doenças graves em atividade.
Quando a vacina está contra-indicada?
Ela é contra-indicada para pessoas alérgicas às proteínas do ovo de galinha (podendo causar reação anafilática, que é uma reação alérgica grave que pode ser fatal) e em pessoas hipersensíveis aos componentes da vacina (vírus Influenza, neomicina, gentamicina, tiomersal ou timerosal).
A vacina pode causar gripe?
Não. A vacina é produzida a partir de fragmentos de vírus purificados e inativados; por este motivo, não existe risco de se pegar a doença através da vacina.
Quantas doses da vacina devo tomar?
O número de doses e a quantidade da vacina a ser aplicada variam com a idade de quem está recebendo a vacinação.
Para adultos e crianças a partir de 9 anos de idade, é feita uma dose de 0,5 ml.
Para crianças de 3 a 8 anos são necessárias duas doses de 0,5 ml com um intervalo de um mês entre as doses. Mas se estas crianças tiverem sido vacinadas previamente, uma dose de 0,5 ml é o suficiente.
Para crianças de 6 a 35 meses são feitas duas doses de 0,25 ml com um intervalo de um mês entre elas. Se estas crianças tiverem sido vacinadas previamente, uma dose de 0,25 ml é o suficiente.
Mesmo tomando a vacina a pessoa pode ter gripe?
Mesmo vacinadas, algumas pessoas podem contrair a gripe. Porém, na maioria das vezes, os sintomas são mais fracos, parecidos com os de um resfriado.
Fonte: Equipe Médica Centralx
NEWS.MED.BR, 2011. A Campanha de Vacinação contra gripe do idoso começa no dia 23 de abril. Informe-se sobre a gripe e a vacina que a previne.. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/para-pacientes/11103/a+campanha+de+vacinacao+contra+grip.htm>. Acesso em: 25 abr. 2011.